Mais mortes em nome de Deus
Após sua vitória na Ponte Mílvio, Constantino “se converteu” ao cristianismo , proclamando assim a religião oficial do Império Romano.
Os cristãos que sempre foram perseguidos desde os primórdios de sua era, passaram a receber “proteção” do Imperador, a saber, somente os hereges estavam fora dessa proteção.
o ano de 324d.c, Constantino então governava o Império Romano Ocidental e Licínio seu cunhado governava o Império Romano Oriental.
Constantino com a ânsia pelo poder desejava governar “todo” o império Romano então espalhou uma mentira dizendo que Licínio havia voltado a perseguir os cristãos.
O Território de Licínio foi invadido e houve grande matança. Nesse dia, Constantino pedira aos bispos da igreja primitiva que o acompanhasse e orassem . Mandou também fazer uma enorme cruz que seguiria a frente de seu exército. Seu exército por fim foi vitorioso e é claro que ele proclamou ter sido da vontade de Deus, declarando:
Sem dúvida, não se pode considerar arrogância em alguém que tenha recebido benefícios de Deus, ser reconhecido nos termos mais sublimes de louvor. Eu mesmo, pois, fui o instrumento cujos serviços ele escolheu. Fui eu quem ele considerou apto para cumprir a sua vontade. (…) Por meio da ajuda do poder divino, eu eliminei e tirei completamente toda forma de maldade que prevalecia. Isto foi feito na esperança de que a raça humana, a qual fora iluminada por meio de meus esforços, fosse restituída ao devido cumprimento das santas leis de Deus. E também para que nossa mais bendita fé pudesse prosperar sob a direção de sua mão todo-poderosa.
(Trecho retirado do site:www.igreja primitiva.com)
Constantino prometeu a sua irmã Constância esposa de Licínio que não o mataria e o deixaria viver o resto de sua vida em paz, mas em pouco mais de um mês mandou matá-lo.
Constantino e sua influência na igreja
O Imperador, agora convertido, fez um acordo com alguns bispos, prometendo dar liberdade aos cristãos para cuidar de seus assuntos sem serem perseguidos, se lhe fosse concedido participação e voz ativa nos negócios da igreja.( Lv. Rastos do Oculto pg86).
E assim aconteceu. Agora o Imperador não só mandava nas questões políticas, mas também nas questões religiosas.
Houve então o Edito de Milão, ou mais conhecido como Edito da Tolerância, onde os cristãos considerados fiéis tinham a liberdade para viverem livres das perseguições.
Foi também concedido um dia da semana para que pudessem cuidar dos negócios da igreja sem estarem envolvidos no trabalho diário. O domingo.
Seria coincidência ou o Imperador que ainda adorava ao Sol Invicto, separou para os cristãos o dia do Sol para a adoração???????
Bem...
Como foi citado acima, os cristãos considerados fiéis, ou seja, os que aceitassem os pitacos do Imperador nos procedimentos e nas doutrinas da igreja, teriam liberdade. Porém, os que fossem contrários aos “novos ensinos” seriam considerados hereges, infiéis.
O primeiro gesto de cristianismo de Constantino quando se “converteu ao cristianismo” foi perseguir a todos os cristão que pretendiam seguir o evangelho ao pé da letra.Os cristãos que não aceitavam os absurdos propostos pelo Imperador e pela igreja que agora se comportava de maneira diferente do que ensinava Jesus, eram perseguidos, torturados, queimados a ferro, vilas inteiras eram destruídas.O império Romano que se denominava cristão, perseguia os que queriam seguir aos ensinos de Jesus. Esses cristãos eram chamados de cristãos comunitários. Esses por querer se inspirar no evangelho eram de maneira sorrateira maltratados a ponto de pagar com a própria vida. (Trecho de el libro prohibido Del cristianismo).
A Igreja enfrentou um grande conflito entre os anos de 225 e 253 d.c, acontecendo uma grande divisão. As igrejas que aceitavam as imposições do Imperador recebiam poder político, auxilio em suas questões internas, suprimentos de alimentos pois na época havia uma grande escassez de suprimentos.
Em contrapartida, as igrejas que não aceitavam que o evangelho fosse deturpado com crendices eram não só desprezadas pelas demais como perseguidas como hereges.
Mas esse assunto trataremos em outra ocasião quando falaremos da origem da igreja.
Considerações finais
Constantino foi um homem problemático, com sérios problemas psicológicos para não dizer psiquiátricos , ansioso pelo poder, agia como quem diz: “O fim justifica os meios”. Nunca se converteu pois nele não havia o temor que há naqueles que de fato se encontram com seu Salvador. Jamais nasceu de novo, pois suas atitudes eram de homem natural não de nascido de novo. Conhecemos o verdadeiro cristão por suas atitudes conforme diz a Bíblia:
Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Mateus 7:16
Sua vida era banhada em sangue dos que ele considerava seus adversários, não importando se eram de sua família ou não. Fez uma aliança com bispos despreparados, de coração dobre, cheios de arrogância assim como ele mesmo. E nessa aliança introduziu na igreja obras dignas de desaprovação do Altíssimo. Conhecemos ao Deus a quem servimos. Sabemos como Ele age porque não o conhecemos só de ouvir falar mas sim de andar com Ele.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem“; João 10:27
Olhando pra Constantino fica evidente que Deus nunca esteve com ele ou aprovou seus atos. Deus jamais compactuaria com as atitudes de Constantino e não aceitaria templos e adorações erguidas por ele. O próprio rei Davi, que era um homem segundo o coração de Deus foi reprovado quando pretendeu erguer um templo ao Senhor por ser um homem que havia derramado sangue em suas batalhas:
“... o rei Davi, ele foi criativo em sua forma de adoração, pois quis erguer um templo à Deus. O desejo foi excelente, mas a ação foi proibida. A idéia de adorar a Deus foi reprovada por ele ser homem de guerra e ter derramado sangue. Leia l Cr 22:8” Pr. Gutemberg Maciel
Hoje em nossa época encontramos muitos Constantinos espalhados nas igrejas tentando aliciá-la. Mas o pior é que também encontramos muitos líderes com a mesma disposição dos bispos a aceitarem de bom grado os presentes do Imperador. Se pretendemos e almejamos o céu, precisamos ter nossos olhos fixos e nossos corações cativos em fidelidade ao nosso Senhor, Mestre, Salvador Jesus o Cristo.

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