Flávius Valerius Constantinus, conhecido posteriormente como Imperador Constantino I, nasceu no ano de 273 d.c, em Naissus a atual Romênia. Era filho de Constâncio Cloro l e de Helena de Constantinopla.
Seu pai, Constâncio Cloro, no ano de 293 foi nomeado um dos dois Césares. Constantino passou desde então a servir no tribunal de Diocleciano.
Em 305, Diocleciano juntamente com Maximiano (este a contra gosto) abdicaram a seus cargos de Augusto. Constâncio Cloro seria promovido a Imperador Sênior, já que seu cargo de César correspondia a Imperador Júnior. O cargo, porém de César não seria de Constantino, filho de Constâncio e sim de Flávio Severo.
Constantino age de má fé
Em 306 d.c , Constâncio Cloro foi em campanha lutar contra os pictos em Britânia. Constantino pediu permissão a Galério para ir também e foi bem sucedido na petição.
No dia 25 de julho de 306, seu pai no leito de morte foi acompanhado de seu filho Constantino (que por coincidência ou não estava junto a seu leito de morte), que reivindicou para si por hereditariedade do cargo de César, sendo também chamado de Augusto do Oriente, usurpando assim a Flávio que era o indicado ao cargo, porém foi apoiado por Galério.
Nos dezoito anos que se seguiram, Constantino agora Augusto, conseguiu muitas vitórias em diversas batalhas e guerras que o fizeram Governador Supremo do Império Romano.
Note que tudo em Roma era grandioso, seus governantes de igual maneira se sentiam intocáveis com títulos “Supremos”. Isso era um prato cheio pra quem já tinha algum desvio de conduta não acha?
Bom, voltando a história....
MAXIMIANO TENTA REAVER SUA POSIÇÃO DE AUGUSTO
Maximiano desejou reaver sua posição de Augusto já que abdicara a contra gosto, e foi falar com Constantino. Este sabendo que ocupava uma posição de maneira ilegal, fez aliança com Maximiano, casando-se com sua filha Fausta de apenas sete anos de idade no ano de 307 d.c. Neste mesmo ano o irmão de Fausta, Maxêncio que havia se proclamado Imperador de Roma tornou-se uma ameaça ao reinado de Constantino.
Esse casamento legalizou a situação de Constantino. Porém Constantino, no ano seguinte mandou capturar seu sogro em Marselha e mandou assassiná-lo.
Em 310 d.c Constantino foi proclamado formalmente Augusto por Galério.
Em 312 d.c Constantino, após diversas lutas e tentativas de acordo fracassadas, assassina seu cunhado Maxêncio tirando de si a culpa por matá-lo em batalha julgando ter feito conforme Deus mandara, com o objetivo de conseguir o domínio completo do Ocidente Romano. Sobre isso vamos falar com mais detalhes depois.
CONTANTINO MENTE TRAÇANDO UMA GENEALOGIA QUE NÃO EXISTIA
Constantino sabia que sua ocupação do cargo de Augusto não era legítima e tinha conseguido essa posição de maneira desonesta, com algumas mortes. Por isso decidiu traçar uma genealogia falsa que o faria descendente de Claudio ll, conhecido historicamente por suas conquistas e por ter estimulado o culto ao Sol Invicto.
Quando em companhia de seu sogro Maximiano, Constantino se dizia protegido de Hércules, que era o deus de seu sogro, porém com a morte do mesmo, passou a adorar ao deus Sol Invicto, sendo esse adorado em todo o império Romano desde 270 d.c.
A BATALHA DE 312 D.C
Como já foi dito logo acima, Constantino sentia-se ameaçado por seu cunhado Maxêncio, pois o mesmo reivindicava para si o domínio do Ocidente Romano.
Marcou então uma batalha na ponte Mílvio que seria no dia 28 de outubro de 312 d.c.
Na noite anterior, preocupado com a batalha que travaria no dia seguinte sabendo que se ganhasse significaria que teria matado seu próprio cunhado, Constantino referiu ter sonhado com uma cruz e uma voz que dizia em latim: In hoc signus vinces, ou seja, com esse símbolo vencerás.
Na manhã seguinte, bem cedinho, mandou que pintassem essa cruz nos escudos de seus soldados e venceu a batalha matando seu próprio cunhado. E assim mais uma morte na família pra coleção do Imperador. Só que nesse caso se justificava dizendo que sua vitória foi com a indicação do próprio Deus.
Constantino “converteu-se” ao cristianismo.
Porém, sua conversão é desacreditada pelo fato de que o mesmo continuou com práticas pagãs tal como cunhar moedas com a imagem do deus sol invictus ao qual era adorador.
Quando estava em seu leito de morte ofereceu sacrifícios a Zeus e um tempo depois se batizou para morrer como cristão.
Seus atos também não condiziam com as atitudes esperadas por cristãos realmente convertidos ao evangelho uma vez que conversão significa mudança de direção, e Constantino continuava com seus atos dignos de incrédulos.
Constantino era um homem de conduta questionável e com mente grandemente sugestionável.
Sua esposa Fausta bem o conhecia e sabia de suas debilidades. E com astúcia, conhecendo que seu marido era um homem de mente fraca, convenceu-o de que seu filho Crispo o estava traindo, conspirando contra ele. Constantino então mandou matá-lo.
Sua idosa mãe, Helena de Constantinopla entristecida pela morte de seu neto e tomada pela raiva de sua nora, embora se identificasse como cristã, persuadiu seu filho de mente fraca Constantino a matar sua esposa e assim ele o fez.

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