quarta-feira, 29 de junho de 2011

NÃO MAIS EU, MAS CRISTO VIVE EM MIM



Quando eu era adolescente, na minha sala de aula havia uma garota de cabelos longos, saia sempre comprida, não depilava as pernas, não usava brincos nem qualquer coisa que se assemelhasse a uma bijuteria.
Sentava-se na primeira carteira, falava todo tipo de palavrão que você possa imaginar, grosseira com todos os que a tirassem do sério.
Certo dia essa garota discutiu com um professor, o motivo eu nem me lembro, mas me lembro do que ele disse “E depois fala que é crente”.
Aquilo me deixou tão envergonhada que eu não tinha coragem nem de olhar para o professor durante o resto da aula.
Quando aceitamos Jesus, deixamos de ser nós mesmos, morremos de tal forma para o mundo que ele já não nos reconhece mais como pessoa.
Somos vistos como “o crente”.
Você já ouviu alguém dizer: “Você viu o que aquele espírita fez?”.....ou.....“você nem sabe da última, a filha da dona Maria está grávida , depois fala que é católica“....ou.....“o cara roubou, matou e agora que virou da Seicho- no- ie fala que é santo, só se for santo do pau oco...”

Mas isso tenho certeza que você já ouviu:
“Você viu o que aquele crente fez?”
“Você nem sabe da última, a filha da dona Maria está grávida, depois fala que é crente!”
“O cara roubou, matou e agora que virou crente fala que é santo, só se for santo do pau oco ...”

Quando um fulano faz alguma coisa nunca se lembra qual a religião dele, cita-se o nome do individuo e o que ele fez, mas quando é crente o nome já não importa mais porque ele é identificado como crente.
 Quando falamos, ou praticamos algo vergonhoso, não é o nosso nome que estamos expondo ao vexame, mas sim o nome de Cristo.
Você assistiu ao filme PAIXÃO DE CRISTO? Se não assistiu, assista...mas se assistiu, assista novamente e preste bem atenção em todo aquele sofrimento. Foi por você e por mim tudo aquilo.
Será que Ele, depois de se sacrificar daquela maneira para que fossemos salvos, merece ser envergonhado pelas nossas atitudes mesquinhas? pois  quando as pessoas nos olham é a Jesus que elas vêem.

“JÁ ESTOU CRUCIFICADO COM CRISTO; E VIVO, NÃO MAIS EU, MAS CRISTO VIVE EM MIM; E A VIDA QUE AGORA VIVO NA CARNE, VIVO- A NA FÉ DO FILHO DE DEUS, O QUAL ME AMOU E SE ENTREGOU A SI MESMO POR MIM” Gálatas 2:20

A ORIGEM DA IGREJA PARTE FINAL



Dentro da Igreja Católica

“Um abismo chama outro abismo.” Salmos 42:7a

Depois de fazer aliança com o Imperador e perder o poder de Deus, a igreja de Roma perdeu também o escrúpulo, o bom senso, a vergonha e permitiu que um abismo chamasse outro abismo. Quanto mais o tempo passava mais ela se afundava na própria lama que produziu.
O culto deixou de ter a liturgia da igreja primitiva dando lugar à missa cheia de rituais e misticismos, passaram a batizar crianças por causa da mortalidade infantil que era muito grande (os batismos eram pagos), faziam orações pelos mortos, criaram o purgatório como meio de arrecadar mais dinheiro para os cofres da igreja, começaram a usar ramos e água benta, instituíram a inquisição com a desculpa de acabar com a heresia, mas ela só conseguiu abarrotar os cofres da igreja além de calar os santos e apagar suas origens queimando os livros e manuscritos nos altos de fé, substituíram o memorial da santa ceia pela eucaristia com a hóstia que se “transformava no corpo literal de Cristo”, os bispos passaram a se chamar papas, grilaram documentos falsos para justificar uma mentirosa sucessão de Pedro com os papas e para selar com o sinete da antiguidade suas origens dizendo que foi a igreja que Jesus e os apóstolos criaram, criaram a infalibilidade papal, canonizaram pessoas tornando-as santas dignas de adoração ( misericórdia), instituíram a venda de indulgências que davam direitos a terrenos no céu e muito mais, estabeleceram a assunção de Maria ao céu, passaram a cultuar imagens.

A Reforma

Muito diferente do que crêem muitos de nossos líderes, a Reforma, posteriormente chamada de Reforma Protestante, não se deu dentro de nossas igrejas. Esse fato histórico se deu no interior da igreja de Roma agora chamada CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, que a essa altura já estava comandando todas as igrejas maiores e algumas menores se tornando um império associado ao poder do Imperador reinante.
Mas antes de falar sobre a Reforma, vamos falar sobre Lutero, afinal ele foi o marco da Reforma Protestante.
Martim Lutero, nascido em 10 de novembro de 1483 na Alemanha, foi estudante de artes e a pedido de seu pai, ingressou na universidade de direito.
Após uma visita a seus pais, no caminho, durante uma tempestade e com medo de morrer, Lutero sendo católico suplicou a Santa Ana prometendo tornar-se monge se ela não o deixasse morrer. Como sobreviveu a tempestade, achando que a santa o atendera, decidiu ingressar na ordem dos agostinianos.
Martim Lutero se tornou um estudante muito assíduo da palavra de Deus. Sendo um homem de muita opinião, passou a ver que as coisas seu redor estavam muito distantes da realidade bíblica.
Para entendermos melhor, vamos ver como estavam as coisas dentro da igreja católica.
Dentro da hierarquia da igreja havia uma posição que não encontramos na bíblia em nenhum lugar, que é o papado. Homem que tem a soberania sobre a igreja e que segundo a doutrina católica esse seria o “sucessor de Pedro”. As missas eram todas realizadas em latim, coisa que o povo não entendia. Como o povo poderia se endireitar de seu mau caminho se não entendia a palavra de Deus? Mas o ponto culminante eram as indulgências, que eram taxas pagas em troca de algum benefício espiritual, por si próprio e até mesmo por entes queridos já falecidos.
Estudioso como era, Lutero descobriu nas escrituras que a salvação é pela graça e indulgência alguma poderia salvar o pecador.
Ao expor suas idéias a seus colegas monges, foi severamente repreendido, pois ninguém ousava ir contra os ensinos da igreja e do papa.
Em 31 de outubro de 1517, Lutero pregou na porta da igreja do castelo de Wittemberg suas 95 teses que tinham a intenção de corrigir os erros gritantes praticados pela igreja católica.
Porém, Lutero não foi ouvido, muito pelo contrário, depois de muita perseguição e tentativas de fazê-lo abdicar de sua crença, que nada mais era do que crer nas escrituras a liderança da igreja decidiu excomungá-lo.
 Martim Lutero faleceu no dia 18 de fevereiro de 1546, aos 62 anos.
Surgiu então o movimento Protestante, ou Reforma protestante. Nessa época houve um êxodo muito significativo dos fiéis católicos que passaram a ser chamados de protestantes por causa do protesto de Lutero. Dessa linhagem surgiram os Luteranos, Anglicanos, Presbiterianos, Metodistas.
Mas entenda, todo esse movimento ocorreu no interior da igreja católica, não atingindo nem de longe os Anabatistas como eram chamados os crentes fiéis. Ou seja, nem todo crente pode ser caracterizado de protestante, pois, os protestantes são as igrejas que surgiram após os protestos de Lutero.
Então a igreja católica passou a chamar todos os Anabatistas e os seguidores de Lutero, de PROTESTANTES, e até hoje todos cristãos não católicos são chamados de protestantes, mas a origem do protestantismo você já conhece.

Considerações finais

No caminho que leva ao céu temos hoje somente um corpo, o corpo de Cristo. Muitas pessoas ainda hoje saem das inúmeras igrejas católicas espalhadas por todo o mundo e se decidem por seguir a Jesus rumo ao céu. Da mesma forma existem pessoas de diversas seitas que se encontram com a verdade e são libertas de seu mau caminho e são salvas através do sangue do Cordeiro. E ainda tem aquelas que tem a tradição de fazer parte de uma família cujos ensinos de Jesus são passados de pai pra filho.
Mas não importa se somos de raís protestante ou de raíz anabatista. Tudo o que importa é que sigamos ao Senhor de perto, ouvindo seus ensinos e colocando-os em prática, guardando nossos corações das ciladas do nosso inimigo para que possamos morar com Ele no céu.
Deus os abençoe

terça-feira, 21 de junho de 2011

ORIGEM DA IGREJA PARTE IV





Cristãos perseguem cristãos

A aliança com o Imperador conferia a “todos” os cristãos a liberdade de culto, liberdade para usufruir até mesmo de cargos públicos, com uma simples condição: deveria haver fidelidade da igreja às ordenanças do Imperador que agora possuía o poder de dar palpites na igreja como soberano assim como fazia no Estado. Tudo isso foi decidido no Edito de Milão em 313 d.c
Aquele que não aceitasse as condições do Imperador seria tido como herege, e o herege era perseguido e quando capturado era eliminado.
Conhecendo os Anabatistas como você agora conhece, você, amado leitor, acha que eles concordaram em obedecer as discrepâncias do Imperador ?. Claro que não. Sendo assim, passaram a ser perseguidos como hereges pela igreja de Roma a mando do Imperador, e a igreja o fazia de bom grado.


Surgimento da Igreja Católica Romana

No ano de 381d.c, as igrejas que se filiaram ao Imperador, agora consideradas “oficiais” receberam um novo nome: “ Igreja Católica Apostólica Romana”. Esse nome era para deixar bem claro quem era que mandava. A palavra católica significa Universal, significando que essa era a igreja que representava o corpo de Cristo e que fora ela não havia outra. Apostólica, para dizer que andava segundo os ensinamentos dos apóstolos. Romana, porque estava na liderança da igreja de Roma. 
A igreja agora possuía um novo nome e se sentia mais poderosa que nunca. Os bispos de Roma no Ocidente e de Constantinopla no Oriente agora se comportavam como soberanos sobre as demais igrejas filiadas, sendo o mais forte o de Roma.
A perseguição contra os Anabatistas ficou ainda mais intensa. Agora com apoio do Imperador começaram a formar leis que seriam cobradas com a vida dos que ousassem desobedecer, tais como:
-Quem não pertencesse à igreja oficial, ou seja, católica, seria perseguido e condenado a morte;
- Qualquer pessoa que fosse rebatizada pelos Anabatistas sofreria pena de morte;
-Proibido o direito de culto em igrejas não católicas;
-Proibida a livre interpretação das escrituras.


Tribunal da Santa Inquisição

Nunca na história da humanidade se ouviu falar de um genocídio tão grande como foi na época da Inquisição. Nem nos tempos de Hitler houve tantas mortes e tanta crueldade.
Durante aproximadamente 1200 anos, crentes fiéis foram perseguidos e julgados culpados por heresia nesse tribunal, que com a desculpa de uma pseudo fidelidade, perseguia crentes fiéis e confiscava seus bens que enchiam os cofres das igrejas católicas. Com o passar do tempo, vendo que esse era um negócio rentável, passou a perseguir também os judeus pois esses possuíam mais bens que os pobres cristãos Anabatistas que nada tinham por terem que viver fugindo para preservar as próprias vidas.
Os Anabatistas fugiram e se espalharam por todo o mundo fugindo da perseguição do Tribunal da Santa Inquisição que de santa só tinha o nome. Sobre a Inquisição falaremos em outra ocasião.


domingo, 12 de junho de 2011

ORIGEM DA IGREJA PARTE III



Pacto com o Imperador Constantino

As igrejas cristãs eram fortemente perseguidas, e nessa perseguição não se faziam diferença entre igrejas maiores ou menores. Os problemas entre as igrejas Anabatistas e as dissidentes só era conhecido internamente.
Aos olhos dos Imperadores, apesar de a divisão ser bem visível aos olhos dos membros, não se fazia distinção entre igrejas e todas eram perseguidas por serem cristãs. Muitos pastores foram queimados, torturados até a morte, suas igrejas foram queimadas juntamente com suas bíblias (escrituras na época)
O Imperador Constantino era dissimulado e ansioso pelo poder. Para ele não importava quem fosse,  se estivesse atravessando seu caminho rumo ao poder,  ele eliminava.
No ano de 312 d.c após a batalha na ponte Mílvio, após matar seu próprio cunhado na batalha, o Imperador Constantino I declarou-se convertido ao cristianismo, coisa que de fato não aconteceu.
A divisão entre os cristãos se tornou mais evidente com o passar do tempo. Constantino percebendo a divisão que havia, uniu-se aos cristãos da igreja de Roma que era uma das maiores igrejas e como já vimos, essa comandava as demais igrejas grandes existentes.
O Imperador fez então um pacto com a igreja de Roma prometendo não perseguir os cristãos se em troca pudesse dar seus palpites nos assuntos da igreja. A igreja de Roma aceitou a aliança com o Imperador unindo a igreja ao Estado, sendo assim, o cristianismo passou a ser a religião oficial de Roma. Mas entenda, essa aliança foi firmada somente com as igrejas maiores, as que se separaram das igrejas fiéis agora conhecidas como Anabatistas.
Com esse pacto a igreja de Roma que já se sentia maior que as demais, tornou-se a principal igreja, e sua arrogância cresceu juntamente com a posição que passou a ocupar.

Poder de Deus ou poder político

A palavra de Deus diz que não podemos servir a dois Senhores. Devemos nos decidir a quem queremos seguir a Deus ou a Mamom, leia Lucas 16:13.
Mamom é um termo hebraico que significa riquezas. Jesus não se referiu as riquezas como um mal, mas como algo que pode trazer ganância, e a ganância sim é um mau destrutivo.
Quando a igreja de Roma fez um pacto com o Imperador achando conseguir maior poder, desprezou o poder de Deus e deixou de usufruí-lo, passando a usufruir somente do poder político. Deus passou a não mais fazer parte do negócio já que como disse Jesus, “não dá pra servir a dois Senhores”. Resumindo: A igreja de Roma perdeu o poder de Deus.

domingo, 5 de junho de 2011

A ORIGEM DA IGREJA PARTE II



Ansiedade pelo poder
Quando olhamos para a igreja podemos ver o grande poder que repousa sobre ela. Nós o convertidos no Senhor reconhecemos que esse poder não pertence à igreja e sim a Deus. Porém, quando alguém que não é nascido de novo, vê todo esse poder e não conhece a Deus, pensa que ele pertence à igreja e tenta possuí-lo. Como seus corações não possuem o temor de Deus, tentam conseguir esse poder a qualquer custo.
Veja o exemplo do ex-mágico Simão na cidade de Samaria, que se dizendo convertido tentou comprar das mãos do apóstolo Pedro o poder de impor as mãos sobre as pessoas para que elas recebessem o Espírito Santo. Pedro indignado o repreendeu. Leia Atos 8:9-23   
Sabemos que tanto Pedro como os demais apóstolos nunca almejaram ter soberania sobre a igreja, eles sabiam a quem ela pertencia e eram sujeitos ao Dono dela. Colocavam-se na posição de servos da igreja e não de seus donos.
Em aproximadamente 95 d.c, o pastor da igreja de Roma chamado Clemente criou a heresia de um “Bispo Monárquico” que teria maior poder sobre os pastores das igrejas menores. Depois dele vieram outros como Inácio bispo de Antioquia, Calixto que se dizia “bispo dos bispos”.
Além desse problema com a liderança, a igreja sofria com as falsas doutrinas que entravam sorrateiramente, tal como o batismo para ser salvo.
Sabemos que somos salvos pela graça e o batismo é apenas um simbolismo de sepultamento do velho homem.
Nessa época houve grande revolta por parte das igrejas que não aceitavam essas doutrinas e ordenanças falsas. 
Algumas igrejas estavam aos poucos saindo de seu eixo criando um novo caminho enquanto outras continuavam firmes na palavra de Deus e não sucumbiam às heresias implantadas pelas igrejas maiores.

As igrejas maiores tentam dominar as menores
Eram tempos difíceis. Havia escassez de alimentos, perseguição por parte dos Imperadores e problemas na administração e na doutrinação da igreja.
As igrejas maiores eram as de Antioquia, Jerusalém, Constantinopla, Alexandria e
Roma. Essas igrejas tinham uma arrecadação maior e auxiliavam as menores, mas em troca as maiores queriam ter domínio sobre as menores.
Começou então uma disputa entre as cinco igrejas maiores para saber qual delas seria superior as demais e nessa disputa ganhou a igreja de Roma. Provavelmente l foi levado em conta quantas igrejas menores elas tinham domínio.


As igrejas se dividem

No ano de 160 d.c, o pastor Montano saiu pelas igrejas pregando avivamento e pedindo que as mesmas voltassem a adorar a Deus conforme os ensinos de Jesus. Embora a intenção de Montano fosse trazer de volta essas igrejas à sã doutrina de Cristo, houve nele alguns exageros.
A partir de 202 d.c o pastor Tertuliano, tentou persuadir os pastores e bispos das igrejas que estavam se afastando do evangelho para voltarem à Cristo, porém não foi ouvido, chegando ao ponto de desafiar o bispo de Roma.
A igreja então a partir do ano de 225d.c passou por um processo muito difícil chamado desfraternização, quando houve um desligamento . As igrejas maiores estavam cada dia mais longe da palavra de Deus e seus ensinos e se recusavam a voltar a obedecer às ordens de Cristo.
Então, num ato final, as igrejas menores passaram a não mais aceitar em suas congregações os irmãos vindos das igrejas maiores já que estavam andando em subordinação aos bispos e não a Cristo e criam que a salvação vinha através do batismo e não do sacrifício de Jesus na cruz.
Os irmãos que estavam dispostos a sair dessas igrejas e voltavam aos ensinos do evangelho eram rebatizados. Por esse motivo as igrejas menores passaram a se chamar de Anabatistas, que significa: “batizar outra vez“.
Entenda, quem se desviou do caminho foram as igrejas maiores lideradas pela igreja de Roma e não as menores. As igrejas maiores tornaram-se dissidentes.