Cansada de ouvir, da boca de cristãos idôneos, porém equivocados, a história que a igreja evangélica foi uma raíz da igreja católica romana, resolvi escrever esse texto para esclarecimento dos amados.
Em primeira instância sempre tive em meu coração a plena convicção de que não saímos da religião católica e que sim, eles saíram da igreja a quem chamamos evangélica.
Meus sentimentos com relação ao assunto vêm de saber a quem eu sigo, em quem eu creio e com quem eu ando. Porém, sabendo que minha crença de nada vale para debater um assunto tão complexo e simples ao mesmo tempo, resolvi escrever não baseada somente em minha convicção, mas em fatos históricos.
História da igreja Primitiva
Os maiores relatos com relação à igreja primitiva estão descritos no livro de atos dos apóstolos. Ali podemos ver como o evangelho foi espalhado por todo o mundo Ocidental, como foi o crescimento da igreja. Nos livros seguintes como Romanos, Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses e Tessalonisenses vemos as igrejas sendo corrigidas e ensinadas de acordo com os ensinos de Jesus.
A perseguição da Igreja
A igreja sempre incomodou as trevas e sempre foi perseguida por alguém que tentou destruí-la tanto interna quanto externamente.
Externamente a igreja era perseguida pelos judeus a princípio, e depois pelos Imperadores. Internamente sofria com aqueles que se diziam convertidos, mas tinham seus corações inclinados para a carne.
Os escribas e os fariseus perseguiam Jesus tentando pegá-lo em alguma falha para prendê-lo. Quando Ele foi morto, pensaram que O haviam vencido, porém Ele ressuscitou e fortaleceu seus discípulos de tal forma que saíram pregando o evangelho com mais vontade e convicção ainda, fazendo a igreja crescer de uma forma assustadora.
Inconformados com tal crescimento e com a audácia dos seguidores de Jesus, os judeus começaram a persegui-los.
Paulo, o apóstolo, antes de sua dramática conversão, foi um dos maiores
perseguidores da igreja no primeiro século.
Porém, apesar de tantas perseguições, a igreja crescia de forma absurda.
Problemas internos
Internamente a igreja sofria com os “pseudo crentes”.
Desde a época dos apóstolos existiam pessoas que estavam dentro da igreja, mas com um coração não convertido completamente e inclinados aos desejos da carne como, por exemplo, Diótrefes.
Diótrefes se dizia um convertido, mas suas atitudes o entregavam. Na terceira epístola de João capítulo 1 versículo 9 e 10, ele menciona Diótrefes que não só não recebia os irmãos em sua igreja mas também impedia que outros o fizessem. Ele buscava uma posição de honra sobre os irmãos. Esse tipo de atitude em nenhum momento foi incentivado quer seja por Jesus ou por algum dos apóstolos. Muito pelo contrário, Pedro pede aos pastores que pastoreem o rebanho com coração voluntário, sem ganância e sem o desejo de ter domínio sobre a herança de Deus, leia I Pedro 5:1-3.
A carne deseja poder, posição, honras, glórias e todas essas coisas já têm um dono que é Deus. Então, não dá para servir a Deus e a carne ao mesmo tempo porque eles se opõem.
A igreja tinha sua hierarquia, mas não com o desejo de serem uns maiores que os outros. A hierarquia tinha somente uma função organizacional não relacionada a poder.
Perseguição Externa
As perseguições externas vinham no início através dos judeus como já vimos e depois através dos Imperadores.
Imperador Nero de 54 a 68 d.c, foi um dos primeiros na perseguição dos cristãos, foi nesse período de perseguição que morreram os apóstolos Pedro e Paulo.
Imperador Domiciniano em 95 d.c, o apóstolo João foi enviado a Pátmos nessa época.
O Imperador Romano Marcus Ulpius Traianus, conhecido como Imperador Trajano (98 a 117d.c), fez um decreto no qual dizia que, ser cristão era crime e quem fosse pego nas práticas do cristianismo seria julgado e punido com a morte.
Depois dele muitos se levantaram perseguindo a igreja, porém ela continuava
crescendo porque quem comanda o crescimento da igreja é Deus.
O pastor Tertuliano escreveu o seguinte: “O sangue dos cristãos é uma semente, quanto mais mata, mais cresce”.






