domingo, 29 de maio de 2011

A ORIGEM DA IGREJA PARTE 1



Cansada de ouvir, da boca de cristãos idôneos, porém equivocados, a história que a igreja evangélica foi uma raíz da igreja católica romana, resolvi escrever esse texto para esclarecimento dos amados.
Em primeira instância sempre tive em meu coração a plena convicção de que não saímos da religião católica e que sim, eles saíram da igreja a quem chamamos evangélica.
Meus sentimentos com relação ao assunto vêm de saber a quem eu sigo, em quem eu creio e com quem eu ando. Porém, sabendo que minha crença de nada vale para debater um assunto tão complexo e simples ao mesmo tempo, resolvi escrever não baseada somente em minha convicção, mas em fatos históricos.

História da igreja Primitiva

Os maiores relatos com relação à igreja primitiva estão descritos no livro de atos dos apóstolos. Ali podemos ver como o evangelho foi espalhado por todo o mundo Ocidental, como foi o crescimento da igreja. Nos livros seguintes como Romanos, Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses e Tessalonisenses vemos as igrejas sendo corrigidas e ensinadas de acordo com os ensinos de Jesus.

A perseguição da Igreja

A igreja sempre incomodou as trevas e sempre foi perseguida por alguém que tentou destruí-la tanto interna quanto externamente.
Externamente a igreja era perseguida pelos judeus a princípio, e depois pelos Imperadores. Internamente sofria com aqueles que se diziam convertidos, mas tinham seus corações inclinados para a carne.
Os escribas e os fariseus perseguiam Jesus tentando pegá-lo em alguma falha para prendê-lo. Quando Ele foi morto, pensaram que O haviam vencido, porém Ele ressuscitou e fortaleceu seus discípulos de tal forma que saíram pregando o evangelho com mais vontade e convicção ainda, fazendo a igreja crescer de uma forma assustadora.
Inconformados com tal crescimento e com a audácia dos seguidores de Jesus, os judeus começaram a persegui-los.
Paulo, o apóstolo, antes de sua dramática conversão, foi um dos maiores
perseguidores da igreja no primeiro século.
Porém, apesar de tantas perseguições, a igreja crescia de forma absurda.


Problemas internos

Internamente a igreja sofria com os “pseudo crentes”.
Desde a época dos apóstolos existiam pessoas que estavam dentro da igreja, mas com um coração não convertido completamente e inclinados aos desejos da carne como, por exemplo, Diótrefes.
Diótrefes se dizia um convertido, mas suas atitudes o entregavam. Na terceira epístola de João capítulo 1  versículo 9 e 10, ele menciona Diótrefes que não só não recebia os irmãos em sua igreja mas também impedia que outros o fizessem. Ele buscava uma posição de honra sobre os irmãos. Esse tipo de atitude em nenhum momento foi incentivado quer seja por Jesus ou por algum dos apóstolos. Muito pelo contrário, Pedro pede aos pastores que pastoreem o rebanho com coração voluntário, sem ganância e sem o desejo de ter domínio sobre a herança de Deus, leia I Pedro 5:1-3.
A carne deseja poder, posição, honras, glórias e todas essas coisas já têm um dono que é Deus. Então, não dá para servir a Deus e a carne ao mesmo tempo porque eles se opõem.
A igreja tinha sua hierarquia, mas não com o desejo de serem uns maiores que os outros. A hierarquia tinha somente uma função organizacional não relacionada a poder.

Perseguição Externa

As perseguições externas vinham no início através dos judeus como já vimos e depois através dos Imperadores.
Imperador Nero de 54 a 68 d.c, foi um dos primeiros na perseguição dos cristãos, foi nesse período de perseguição que morreram os apóstolos Pedro e Paulo.
Imperador Domiciniano em 95 d.c, o apóstolo João foi enviado a Pátmos nessa época.
 O Imperador Romano Marcus Ulpius Traianus, conhecido como Imperador Trajano (98 a 117d.c), fez um decreto no qual dizia que, ser cristão era crime e quem fosse pego nas práticas do cristianismo seria julgado e punido com a morte.
Depois dele muitos se levantaram perseguindo a igreja, porém ela continuava
crescendo porque quem comanda o crescimento da igreja é Deus.
O pastor Tertuliano escreveu o seguinte: “O sangue dos cristãos é uma semente, quanto mais mata, mais cresce”.


IMPERADOR CONSTANTINO I PARTE 2

Mais mortes em nome de Deus
Após sua vitória na Ponte Mílvio, Constantino “se converteu” ao cristianismo , proclamando assim a religião oficial do Império Romano.
Os cristãos que sempre foram perseguidos desde os primórdios de sua era, passaram a receber “proteção” do Imperador, a saber, somente os hereges estavam fora dessa proteção.
o ano de 324d.c, Constantino então governava o Império Romano Ocidental e Licínio seu cunhado governava o Império Romano Oriental.
Constantino com a ânsia pelo poder desejava governar “todo” o império Romano então espalhou uma mentira dizendo que Licínio havia voltado a perseguir os cristãos.
O Território de Licínio foi invadido e houve grande matança. Nesse dia, Constantino pedira aos bispos da igreja primitiva que o acompanhasse e orassem . Mandou também fazer uma enorme cruz que seguiria a frente de seu exército. Seu exército por fim foi vitorioso e é claro que ele proclamou ter sido da vontade de Deus, declarando:

 Sem dúvida, não se pode considerar arrogância em alguém que tenha recebido benefícios de Deus, ser reconhecido nos termos mais sublimes de louvor. Eu mesmo, pois, fui o instrumento cujos serviços ele escolheu. Fui eu quem ele considerou apto para cumprir a sua vontade. (…) Por meio da ajuda do poder divino, eu eliminei e tirei completamente toda forma de maldade que prevalecia. Isto foi feito na esperança de que a raça humana, a qual fora iluminada por meio de meus esforços, fosse restituída ao devido cumprimento das santas leis de Deus. E também para que nossa mais bendita fé pudesse prosperar sob a direção de sua mão todo-poderosa.                                        

(Trecho retirado do site:www.igreja primitiva.com)

Constantino prometeu a sua irmã Constância esposa de Licínio que não o mataria e o deixaria viver o resto de sua vida em paz, mas em pouco mais de um mês mandou matá-lo.

Constantino e sua influência na igreja
O Imperador, agora convertido, fez um acordo com alguns bispos, prometendo dar liberdade aos cristãos para cuidar de seus assuntos sem serem perseguidos, se lhe fosse concedido participação e voz ativa nos negócios da igreja.( Lv. Rastos do Oculto pg86).
E assim aconteceu. Agora o Imperador não só mandava nas questões políticas, mas também nas questões religiosas.
Houve então o Edito de Milão, ou mais conhecido como Edito da Tolerância, onde os cristãos considerados fiéis tinham a liberdade para viverem livres das perseguições.
Foi também concedido um dia da semana para que pudessem cuidar dos negócios da igreja sem estarem envolvidos no trabalho diário. O domingo.
Seria coincidência ou o Imperador que ainda adorava ao Sol Invicto, separou para os cristãos o dia do Sol para a adoração???????
Bem...
Como foi citado acima, os cristãos considerados fiéis, ou seja, os que aceitassem os pitacos do Imperador nos procedimentos e nas doutrinas da igreja, teriam liberdade. Porém, os que fossem contrários aos “novos ensinos” seriam considerados hereges, infiéis.
 O primeiro gesto de cristianismo de Constantino quando se “converteu ao cristianismo” foi perseguir a todos os cristão que pretendiam seguir o evangelho ao pé da letra.Os cristãos que não aceitavam os absurdos propostos pelo Imperador e pela igreja que agora se comportava de maneira diferente do que ensinava Jesus, eram perseguidos, torturados, queimados a ferro, vilas inteiras eram destruídas.O império Romano que se denominava cristão, perseguia os que queriam seguir aos ensinos de Jesus. Esses cristãos eram chamados de cristãos comunitários. Esses  por querer se inspirar no evangelho eram de maneira sorrateira maltratados a ponto de pagar com a própria vida. (Trecho de el libro prohibido Del cristianismo).
A Igreja enfrentou um grande conflito entre os anos de 225 e 253 d.c, acontecendo uma grande divisão. As igrejas que aceitavam as imposições do Imperador recebiam poder político, auxilio em suas questões internas, suprimentos de alimentos pois na época havia uma grande escassez de suprimentos.
Em contrapartida, as igrejas que não aceitavam que o evangelho fosse deturpado com crendices eram não só desprezadas pelas demais como perseguidas como hereges.
Mas esse assunto trataremos em outra ocasião quando falaremos da origem da igreja.

Considerações finais
Constantino foi um homem problemático, com sérios problemas psicológicos para não dizer psiquiátricos , ansioso pelo poder, agia como quem diz: “O fim justifica os meios”. Nunca se converteu pois nele não havia o temor que há naqueles que de fato se encontram com seu Salvador. Jamais nasceu de novo, pois suas atitudes eram de homem natural não de nascido de novo. Conhecemos o verdadeiro cristão por suas atitudes conforme diz a Bíblia:
Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Mateus 7:16
Sua vida era banhada em sangue dos que ele considerava seus adversários, não importando se eram de sua família ou não. Fez uma aliança com bispos despreparados, de coração dobre, cheios de arrogância assim como ele mesmo. E nessa aliança introduziu na igreja obras dignas de desaprovação do Altíssimo. Conhecemos ao Deus a quem servimos. Sabemos como Ele age porque não o conhecemos só de ouvir falar mas sim de andar com Ele.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem“; João 10:27
Olhando pra Constantino fica evidente que Deus nunca esteve com ele ou aprovou seus atos. Deus jamais compactuaria com as atitudes de Constantino e não aceitaria templos e adorações erguidas por ele. O próprio rei Davi, que era um homem segundo o coração de Deus foi reprovado quando pretendeu erguer um templo ao Senhor por ser um homem que havia derramado sangue em suas batalhas:
“... o rei Davi, ele foi criativo em sua forma de adoração, pois quis erguer um templo à Deus. O desejo foi excelente, mas a ação foi proibida. A idéia de adorar a Deus foi reprovada por ele ser homem de guerra e ter derramado sangue. Leia l Cr 22:8”                                                                                           Pr. Gutemberg Maciel

  Hoje em nossa época encontramos muitos Constantinos espalhados nas igrejas tentando aliciá-la. Mas o pior é que também encontramos muitos líderes com a mesma disposição dos bispos a aceitarem de bom grado os presentes do Imperador. Se pretendemos e almejamos o céu, precisamos ter nossos olhos fixos e nossos corações cativos em fidelidade ao nosso Senhor, Mestre, Salvador Jesus o Cristo. 

IMPERADOR CONSTANTINO I PARTE 1



Flávius Valerius Constantinus, conhecido posteriormente como Imperador Constantino I, nasceu no ano de 273 d.c, em Naissus a atual Romênia. Era filho de Constâncio Cloro l e de Helena de Constantinopla.
Seu pai, Constâncio Cloro, no ano de 293 foi nomeado um dos dois Césares. Constantino passou desde então a servir no tribunal de Diocleciano.
Em 305, Diocleciano juntamente com Maximiano (este a contra gosto) abdicaram a seus cargos de Augusto. Constâncio Cloro seria promovido a Imperador Sênior, já que seu cargo de César correspondia a Imperador Júnior. O cargo, porém de César não seria de Constantino, filho de Constâncio e sim de Flávio Severo.

Constantino age de má fé
Em 306 d.c , Constâncio Cloro foi em campanha lutar contra os pictos em Britânia. Constantino pediu permissão a Galério para ir também e foi bem sucedido na petição.
No dia 25 de julho de 306, seu pai no leito de morte foi acompanhado de seu filho Constantino (que por coincidência ou não estava junto a seu leito de morte), que reivindicou para si por hereditariedade do cargo de César, sendo também chamado de Augusto do Oriente, usurpando assim a Flávio que era o indicado ao cargo, porém foi apoiado por Galério.
Nos dezoito anos que se seguiram, Constantino agora Augusto, conseguiu muitas vitórias em diversas batalhas e guerras que o fizeram Governador Supremo do Império Romano.
Note que tudo em Roma era grandioso, seus governantes de igual maneira se sentiam intocáveis com títulos “Supremos”. Isso era um prato cheio pra quem já tinha algum desvio de conduta não acha?
Bom, voltando a história....

MAXIMIANO TENTA REAVER SUA POSIÇÃO DE AUGUSTO
Maximiano desejou reaver sua posição de Augusto já que abdicara a contra gosto, e foi falar com Constantino. Este sabendo que ocupava uma posição de maneira ilegal, fez aliança com Maximiano, casando-se com sua filha Fausta de apenas sete anos de idade no ano de 307 d.c. Neste mesmo ano o irmão de Fausta, Maxêncio que havia se proclamado Imperador de Roma tornou-se uma ameaça ao reinado de Constantino. 
Esse casamento legalizou a situação de Constantino. Porém Constantino, no ano seguinte mandou capturar seu sogro em Marselha e mandou assassiná-lo.
Em 310 d.c Constantino foi proclamado formalmente Augusto por Galério.
Em 312 d.c Constantino, após diversas lutas e tentativas de acordo fracassadas, assassina seu cunhado Maxêncio tirando de si a culpa por matá-lo em batalha julgando ter feito conforme Deus mandara, com o objetivo de conseguir o domínio completo do Ocidente Romano. Sobre isso vamos falar com mais detalhes depois.
CONTANTINO MENTE TRAÇANDO UMA GENEALOGIA QUE NÃO EXISTIA
Constantino sabia que sua ocupação do cargo de Augusto não era legítima e tinha conseguido essa posição de maneira desonesta, com algumas mortes. Por isso decidiu traçar uma genealogia falsa que o faria descendente de Claudio ll, conhecido historicamente por suas conquistas e por ter estimulado o culto ao Sol Invicto.
Quando em companhia de seu sogro Maximiano, Constantino se dizia protegido de Hércules, que era o deus de seu sogro, porém com a morte do mesmo, passou a adorar ao deus Sol Invicto, sendo esse adorado em todo o império Romano desde 270 d.c.

A BATALHA DE 312 D.C
Como já foi dito logo acima, Constantino sentia-se ameaçado por seu cunhado Maxêncio, pois o mesmo reivindicava para si o domínio do Ocidente Romano.
Marcou então uma batalha na ponte Mílvio que seria no dia 28 de outubro de 312 d.c.
Na noite anterior, preocupado com a batalha que travaria no dia seguinte sabendo que se ganhasse significaria que teria matado seu próprio cunhado, Constantino referiu ter sonhado com uma cruz e uma voz que dizia em latim: In hoc signus vinces, ou seja, com esse símbolo vencerás.
Na manhã seguinte, bem cedinho, mandou que pintassem essa cruz nos escudos de seus soldados e venceu a batalha matando seu próprio cunhado. E assim mais uma morte na família pra coleção do Imperador.  Só que nesse caso se justificava dizendo que sua vitória foi com a indicação do próprio Deus.
Constantino “converteu-se” ao cristianismo.
Porém, sua conversão é desacreditada pelo fato de que o mesmo continuou com práticas pagãs tal como cunhar moedas com a imagem do deus sol invictus ao qual era adorador.
Quando estava em seu leito de morte ofereceu sacrifícios a Zeus e um tempo depois se batizou para morrer como cristão.
Seus atos também não condiziam com as atitudes esperadas por cristãos realmente convertidos ao evangelho uma vez que conversão significa mudança de direção, e Constantino continuava com seus atos dignos de incrédulos.
Constantino era um homem de conduta questionável e com mente grandemente sugestionável.
Sua esposa Fausta bem o conhecia e sabia de suas debilidades. E com astúcia, conhecendo que seu marido era um homem de mente fraca, convenceu-o de que seu filho Crispo o estava traindo, conspirando contra ele. Constantino então mandou matá-lo.
Sua idosa mãe, Helena de Constantinopla entristecida pela morte de seu neto e tomada pela raiva de sua nora, embora se identificasse como cristã, persuadiu seu filho de mente fraca Constantino a matar sua esposa e assim ele o fez.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

TEMPO DE PODA



Eu olhava pela janela do quarto do meu paciente enquanto ele dormia. Daquele lugar da janela, dava prá ver que no quintal da vizinha havia uma planta seca, sem vida, com caule longo e acinzentado e com diversos ramos com a mesma tonalidade.
Eu pensei: “Porque ela não joga essa planta fora? Que planta horrível!!!
Naquele lugar eu só trabalhava nos finais de semana. Na semana seguinte, ao olhar pela janela, pude perceber que naquela planta seca havia alguns pontinhos verdes que pareciam brotos. Semana seguinte, prá minha surpresa vi que os galhos estavam cheios de pequenas folhas. E nas semanas seguintes percebi que os galhos já cheios de folhas lançavam pequenos ramos afilados com minúsculos cachos verdinhos. Foi aí que percebi. Aquela planta antes seca, que agora lindamente verde apresentava aqueles cachinhos perfeitos, era uma videira. Era lindo!!!!
Quando aqueles cachos já estavam grandinhos, a vizinha começou a escolher os galhos sem frutos e passou a retirá-los.
Entendi que era hora da poda.
A poda era feita, porque os galhos que não tinha frutos tiravam a força dos que tinham. E até aqueles cachinhos pequenos, feios e sem força, também eram tirados porque esses impediam o crescimento dos frutos maiores.
Foi aí que Deus falou claramente ao meu espírito.
Somos comparados aos ramos de uma videira. Existem épocas em nossa vida que parecemos secos, sem vida ou até mesmo mortos e essa nossa aparência temporária faz com que as pessoas ao nosso redor nos desprezem não colocando em nós nenhuma esperança.
Mas se estivermos plantados em terra boa, ou seja, no Senhor, essa aparência feia será apenas uma fase, mas precisamos estar plantados.  
No tempo certo as folhas virão e em seguida os frutos.
 Mas a próxima fase é a poda. Nesse momento o nosso agricultor irá retirar os galhos que não tem frutos e os lançará fora e os frutos mirrados também serão tirados para que os frutos viçosos possam crescer com mais vigor.  
Se não dermos frutos estaremos atrapalhando o bom desenvolvimento da videira ,e se dermos frutos, porém mirrados, fraquinhos, ou seja, de má qualidade, estaremos prejudicando o crescimento dos que estiverem ao nosso redor.
Não se esqueça, o tempo de poda virá e quem não estiver frutificando será tirado da videira e da mesma forma os maus frutos também serão descartados.

“Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o lavrador.
Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” João15:1,2

terça-feira, 17 de maio de 2011

DOENÇAS OPORTUNISTAS


Nosso organismo possui um sistema de defesa que se denomina sistema imunológico, ou barreira de defesa.
Esse sistema possui organismos chamados anticorpos que agem como soldados defendendo nosso corpo contra o ataque de doenças.
Mas esse sistema tem suas falhas. Como ele é composto por organismos vivos, esses podem perder sua força deixando nosso corpo à mercê das doenças.
Os anticorpos são específicos para cada tipo de doença. Existem anticorpos para a gripe, por exemplo, e por isso tomamos as vacinas.
Existem vários tipos de vacinas, mas quero falar especificamente da vacina com o vírus atenuado.
Vírus atenuado significa que a vacina é fabricada com o vírus enfraquecido da doença em questão.
O objetivo é o seguinte: introduzir no organismo o vírus de determinada doença; fraco para não causar dano algum ao que o está recebendo, porém forte o suficiente para despertar no organismo a produção de anticorpos para combater aquela doença. O organismo produz uma quantidade considerável de anticorpos que ataca o vírus atenuado eliminando-o, e o restante dos anticorpos ficam latentes (adormecidos), porém, guardam na memória aquela doença.
Quando a pessoa entra em contato com o vírus daquela doença de verdade, ou seja, o vírus forte; os anticorpos acordam, se lembram dela e a combatem acabando com ela... Essa é a função da vacina.
É assim, que se procede, por exemplo, no caso da tuberculose. A vacina “contra” a tuberculose é feita com o vírus atenuado da própria doença.

O que pode enfraquecer os anticorpos?

Má alimentação – Um corpo desnutrido enfraquece a barreira de defesa. A boa alimentação é a base para um indíviduo saudável.

Má absorção - Tudo o que comemos vai para o estômago e depois para os intestinos. Nos intestinos existe uma pequena região aonde acontece a absorção de tudo o que ingerimos, seja comida, água, medicação, etc.
Depois de absorvidos, os nutrientes são lançados na corrente sanguínea e enviados pelo sangue aos locais onde forem necessários.
Por exemplo: Para pessoas que sofrem de cãimbras constantes, é indicado por médicos e nutricionistas que se aumente a ingestão de alimentos que possuam potássio, a banana é um desses alimentos.A pessoa come a banana, por exemplo, ela vai para o estômago, depois o potássio é absorvido pelo intestino e em seguida lançado na corrente sanguínea. Quando essa pessoa sentir cãimbras o próprio organismo envia o potássio já existente no sangue e relaxa o músculo acabando com a cãimbra.
Não basta nos alimentarmos corretamente, nosso corpo precisa absorver os nutrientes e utilizá-los nos locais onde forem necessários para manter um bom funcionamento do nosso corpo inclusive da barreira de defesa;

Obesidade: pessoas obesas possuem um sistema imunológico menos eficiente que uma pessoa de peso normal, por isso é muito importante observar a qualidade da alimentação, pois nem tudo que é agradável aos olhos e ao paladar é bom para o organismo.


Doenças oportunistas:

São doenças que se aproveitam do momento em que o sistema imunológico esteja em baixa para invadir o organismo.
Nem sempre essas doenças demonstram sintomas logo no início, sendo assim, quando o portador começa a sentir os sintomas todo o corpo já está contaminado e na maioria das vezes não tem mais cura. E quando tem cura pode deixar seqüelas.
O diabo é assim.... Doença oportunista....espera o momento que o crente esteja fraco ( com o sistema de defesa em baixa) para entrar e fazer horrores.
No início o crente nem percebe que está contaminado porque o objetivo do diabo é ficar em silêncio até que o crente esteja totalmente controlado.
Nossa sorte é que Jesus é a nossa cura, pode exterminar essa doença da nossa vida não nos deixando morrer, mas às vezes ficamos com seqüelas que dificultam nosso caminhar.
E não se engane!!!! Deus às vezes deixa as seqüelas para que nos sirvam de lembrete, e quando o diabo tentar entrar da mesma maneira que entrou anteriormente, nós nos lembramos do ataque anterior e nos protegemos. Um processo parecido com a vacina.


Proteja-se:
 Vamos fortalecer nosso SIE (Sistema Imunológico Espiritual):

Alimente-se corretamente: a palavra de Deus é o nosso alimento, que deve ser diário e na quantidade certa.

Certifique-se de que você está com boa absorção: como o organismo absorve os nutrientes, devemos absorver (meditar) nos ensinamentos. Não adianta somente comer, tem que absorver.
Mas só comer e absorver, também não adianta muito, temos que usar o que absorvemos nos momentos oportunos.
Assim como o corpo utiliza os nutrientes absorvidos para o bom funcionamento do corpo, devemos utilizar os ensinamentos no nosso dia a dia conforme a necessidade do momento. Isso nos fortalecerá;

Previna-se da obesidade espiritual: Quando nos alimentamos de arroz, feijão, carne e salada, damos ao nosso corpo os nutrientes necessários para que ele funcione corretamente, mas quando nos enchemos de frituras, massas etc, acabamos obesos, e gordura não é sinal de saúde. Nossa vida espiritual não é diferente. Muitas vezes enjoamos do alimento de nossa igreja porque dizemos que é arroz com feijão e queremos uma "lazzanha", aí começamos a procurar outras igrejas onde encontramos: profetas, revelações, etc...E nem sempre essas revelações são mandadas por Deus como nós sabemos. Esse tipo de alimento só incha o crente, mas não o alimenta ( pois não contém os nutrientes que a alma realmente precisa)aí quando as lutas vem, o crente não sabe o que fazer, está fraco e vive dependendo de oração de irmãos, revelações, profecias, etc; esse tipo de alimento satisfaz no momento mas não produz comunhão com Deus. E como no nosso corpo físico, a obesidade espiritual produz uma ineficiência na barreira de defesa, tornando-nos mais suscetíveis às enfermidades da alma causadas pelo diabo e seus demônios. Então, não deixe de se alimentar da pura e verdadeira palavra de Deus. A leitura da Bíblia é a melhor maneira de se alimentar. 

Precisamos ficar atentos, nos fortalecer e vigiar sempre, pois nosso inimigo não está prá brincadeiras.

Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”






sábado, 14 de maio de 2011

UM POUCO DE FERMENTO LEVEDA TODA A MASSA


Quando Jesus falou sobre o fermento nem mesmo os seus discípulos mais chegados o entenderam. Jesus se referia às falsas doutrinas dos fariseus que com o pretexto de acrescentar coisas boas aos ensinos, só conseguiam piorar as coisas.
Infelizmente, nossas igrejas estão repletas de fermento levedando o que Deus determinou que fosse asmo. A mensagem da cruz, está sendo contaminada pelo fermento da teologia da prosperidade onde o crente passa horas se empenhando para seguir os passos determinados pelo pregador a fim de ser próspero, teologia de "filhos de Deus" que não passam necessidades e nem têm enfermidades nem as de causas naturais tais como gripe, filhos que não se curvam para adorar o Pai mas que com o dedo em riste exigem seus direitos de filhos, a teologia do amor onde não se prega o inferno afinal Deus é amor, mas se esquecem de que ele também é justiça, não se fala mais de pecado para não constranger os irmãos mas acabam se esquecendo que todo pecado não perdoado tem suas conseqüências.
Diante de tantas teologias, o resultado é uma igreja inchada, levedada, um povo que não conhece seu Deus afinal prá que ler a Bíblia?.
Você já percebeu o que acontece com o pão quando ele está bem crescido pelo fermento? Com apenas um toque ele murcha de tal maneira que estraga todo o pão.
Assim estão as igrejas, tão sensíveis que não se pode tocar, tudo o que é falado no púlpito a ofende e ela murcha, sendo assim, os líderes com medo de perder sua congregação nunca a corrigem e ela permanece em seus pecados.
Por essa razão disse Jesus:
"Acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus"
Mt 16:6

quarta-feira, 11 de maio de 2011

NAS MÃOS DO OLEIRO




 
 “A palavra do Senhor, que veio a Jeremias dizendo: Levanta-te e desce a casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. E desci a casa do oleiro e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas “Jeremias 18:1-3

Somos criação de Deus, feitos a partir do barro e moldados conforme a vontade do nosso oleiro.
Há alguns dias atrás, eu estava assistindo a uma pregação da Helena Tanure onde ela falava como se procede durante a fabricação de um vaso.
Segundo Helena, é necessário cortar a massa em várias direções para que sejam retiradas todas as pedrinhas, pois se uma dessas ficar presa na massa poderá rachar o vaso quando esse for levado ao forno, estragando todo o trabalho do oleiro.
Somos barro nas mãos do oleiro destinado a sermos vasos.
Durante o processo de fabricação passamos por muitos momentos de dor e ás vezes até mesmo de constrangimento. É muito comum nesses momentos de dor, o crente se afastar de Deus não aceitando o tratamento.
Porém, se quisermos ser usados por Ele, devemos nos submeter, por mais doloroso que seja ao processo de retirada das pedrinhas.
Deus é muito criativo e segundo essa criatividade fomos feitos seres “únicos”. Fomos formados com objetivos únicos, funções que somente nós podemos desempenhá-las com 100% de satisfação ao Criador.
É muito comum ouvirmos em nossas meio pessoas dizerem o seguinte: “ se fulano não fizer, Deus levanta outro, mas a obra será feita”
De fato, isso realmente acontece, porém, a segunda pessoa que foi levantada para fazer o trabalho da primeira pessoa, não será 100% satisfatória, pois a primeira pessoa foi criada para aquela determinada  tarefa e por ser única, é insubstituível.
Nossa função no corpo de Cristo é muito importante, e não interessa qual a posição ocupamos o que importa é o quanto nos dedicamos em fazer aquilo a que fomos designados pelo dono da obra, e o que mais importa em tudo isso é a própria obra e sua finalidade.   
Imagine um muro. Todos os tijolos são colocados de forma que não haja brechas fazendo com que o muro seja forte protegendo a área em questão.
Se um desses tijolos estiver faltando em algum lugar do muro, torna-o vulnerável ao ataque do inimigo que tenta derrubá-lo.
A posição dos tijolos é previamente escolhida para que o muro seja construído com eficácia.
O que interessa na verdade, não é a posição dos tijolos e sim o muro.
Para sermos usados pelo oleiro, precisamos nos submeter ao seu trabalhar, por mais doloroso que seja e só assim saberemos qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.